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quinta-feira, 4 de maio de 2017

UM PAPA NARCISISTA E ATEU, SÉRIE DE TV REVELA OS PECADOS DO VATICANO


'O JOVEM PAPA'

Se tem uma pessoa na face da Terra que não pode duvidar da existência de Deus, essa pessoa é o papa. Mas Lenny Belardo, o primeiro papa norte-americano, não só duvida como se proclama onipresente e mais belo do que Jesus Cristo. Com apenas 50 anos, Belardo é Pio XIII, o jovem papa do título de The Young Pope, série que escancara os pecados do Vaticano. A coprodução da Sky da Europa com a HBO e o Canal+ será exibida no Brasil pelo canal Fox Premium.

Criada e dirigida pelo cineasta napolitano Paolo Sorrentino (A Grande Beleza, Juventude) e magistralmente protagonizada por Jude Law (dos filmes Sherlock Holmes), The Young Pope é cinema em dez episódios, um colírio para os olhos, uma massagem nos neurônios. Uma das melhores séries dos últimos anos.

Logo nas primeiras imagens, vemos um papa realmente belo, exibindo seu bumbum nos aposentos papais, tendo sonho erótico. Em sua homilia, ele choca os católicos com um discurso ultra-mega-prafrentex: defende a legalização do aborto e a união homossexual, o uso da camisinha, o hedonismo acima de tudo.




Mas é só um sonho, uma deliciosa ironia: Pio XIII, como era de se esperar pelo nome, é o oposto de tudo isso. À frente da Igreja Católica, endurece as regras para a admissão de seminaristas, e qualquer indício de tendência homossexual não é tolerada. Confunde homossexualidade com pedofilia _que também combate duramente.

Lenny Belardo, na verdade, é o suprassumo da contradição, e está aí um dos maiores trunfos de The Young Pope. Eleito pela força de um cardeal italiano, Voiello (Silvio Orlando), que vê nele alguém fácil de manobrar, Pio XIII se revela imprevisível, autoritário, ultraconservador. Sua primeira medida no Vaticano é esvaziar o poder de Voiello, o poderoso secretário de Estado que vive em um apartamento de 600 metros quadrados.

Belardo se inspira no artista pop Banksy e na banda eletrônica Daft Punk para adotar uma linha de marketing em que não mostra seu rosto diante da multidão na praça São Pedro, não permite fotografias, não dá entrevistas. Se imagina como um rock star, mas sua estratégia, aliada a um discurso amedrontador, de que se deve sofrer na Terra para encontrar Deus na eternidade, não dá certo, afugenta os fiéis.

Ao mesmo tempo em que é moderno, faz ginástica e bebe Diet Cherry Coke, Pio XIII é retrógrado. Ao mesmo tempo em que prega os princípios mais arraigados da crença em Deus, vive questionando a existência de Deus. E é capaz de se conectar com Deus. Por meio de suas orações, consegue milagres _e até matar.
Belardo, o papa narcisista que fuma e eventualmente se declara ateu, é o resultado de um trauma da infância. Foi abandonado pelos pais hippies em um orfanato católico aos sete anos. É um personagem rico, profundo, saboroso. Em The Young Pope, não há muita distinção entre o bem e o mal, o divino e o satânico.


Por: Daniel Castro


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ASSISTA A ABERTURA DA SÉRIE


ASSISTA O TRAILER OFICIAL DA SÉRIE


'The Young Pope' teve sua estréia neste sábado, dia 29/04 às 22h, no Fox Premium, todos os episódios estão disponíveis no aplicativo do canal: FoxPlay. "Eu assisti os dez episódios da 1ª temporada, realmente é muito bem produzida, vale a pena conferir, os episódios no aplicativo FoxPlay estão todos legendados."


Postado por: MARCOS MARCELINO




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segunda-feira, 6 de março de 2017

COMO UM DEUS DE AMOR PODE MANDAR ALGUÉM PARA O INFERNO?




“Ora”, você talvez diga, “combater o mal e a injustiça no mundo é uma coisa, mas mandar gente para o inferno é outra. A Bíblia fala de punição eterna. Como isso pode ser compatível com o amor de Deus? Não consigo aceitar nem sequer a ideia de inferno com um Deus de amor”. Como lidar com essa objeção compreensível?

O indivíduo moderno acha inevitavelmente que o inferno funciona assim: Deus nos dá um tempo, mas se não fizermos as escolhas corretas até o final da vida, ele condena nossa alma ao inferno por toda a eternidade. Enquanto despenca no espaço, a pobre alma implora piedade, mas Deus lhe diz: “Tarde demais! Você teve sua oportunidade! Agora vai sofrer!”. Essa caricatura interpreta de modo equivocado a própria natureza do mal. A imagem bíblica é que o pecado nos afasta da presença de Deus, que é a fonte de toda a alegria e, com efeito, de todo amor, de toda sabedoria e de todo tipo de coisas boas. Como no início fomos criados para estar próximos de Deus, só diante de sua face crescemos, florescemos e realizamos plenamente nosso potencial. Perder por completo sua presença é o inferno – a perda de nossa capacidade de dar ou receber amor ou alegria.

Uma imagem comum do inferno na Bíblia é o fogo.1 O fogo desintegra. Mesmo nesta vida somos capazes de ver a desintegração da alma causada pelo egocentrismo. Sabemos como o egoísmo e o narcisismo levam à amargura aguda, à inveja nauseante, à ansiedade que paralisa, aos pensamentos paranoicos e às negações e distorções mentais que acompanham tudo isso. Faça agora a si mesmo a seguinte pergunta: “E se quando morrermos não desaparecermos, se nossa vida continuar eternamente?”. O inferno, assim, é a trajetória de uma alma que leva uma vida narcisista e autocentrada para todo o sempre.

A parábola de Jesus sobre o rico e Lazáro em Lucas 16 respalda a noção de inferno aqui apresentada. Lázaro é um homem pobre que mendiga no portão de um rico cruel. Ambos morrem, e Lázaro vai para o céu, ao passo que o rico vai para o inferno. De lá, o rico vê Lázaro no céu, “junto de Abraão”.

“E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim e envia-me Lázaro para que molhe na água a ponta do dedo e me refresque a língua, pois estou atormentado nestas chamas. Abraão, porém, disse: Filho, lembra-te de que em tua vida recebeste bens, mas Lázaro, por sua vez, recebeu males; agora ele aqui é consolado, e tu, atormentado. Além disso, há um grande abismo entre nós e vós, de forma que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem os daí passar para nós. Então ele disse: Eu te imploro, ó pai, que o mandes à família de meu pai, porque tenho cinco irmãos. Manda-o para os advertir, a fim de que eles também não venham para este lugar de tormento. Abraão lhe disse: Eles têm Moisés e os Profetas; que os ouçam. Ele respondeu: Não, pai Abraão! Se alguém dentre os mortos for falar com eles, irão se arrepender. Abraão, porém, lhe disse: Se não ouvem Moisés nem os Profetas, tampouco acreditarão, mesmo que alguém ressuscite dentre os mortos” (Lc 16.24-31).

O impressionante é que mesmo diante da inversão de situações, o rico parece cego ao que está acontecendo. Ele ainda espera que Lázaro seja seu servo e o trata como menino de recados. Ele não pede para sair do inferno, mas dá a entender claramente que Deus nunca lhe deu, nem à sua família, informações suficientes sobre a vida após a morte. Comentaristas observam a incrível dose de negação, de transferência de culpa e de cegueira espiritual nesta alma no inferno. Observam ainda que o rico, ao contrário de Lázaro, jamais é citado pelo nome, mas chamado apenas de “homem rico”, insinuando nitidamente que já que sua identidade se apoiava na riqueza e não em Deus, uma vez perdida a riqueza, perde-se toda a noção de identidade.

Em resumo, o inferno é a escolha voluntária de uma identidade separada de Deus numa trajetória rumo à eternidade. Vemos esse processo “em pequena escala” nos viciados em drogas, álcool, jogo e pornografia. Primeiro ocorre a desintegração, pois, conforme o tempo passa, o indivíduo precisa cada vez mais daquilo em que se viciou para conseguir a mesma sensação, o que conduz a uma satisfação cada vez menor. Depois, vem o isolamento, à medida que o viciado culpa cada vez mais os outros e as circunstâncias a fim de justificar seu comportamento. “Ninguém entende! Estão todos contra mim!” é a queixa pronunciada com uma dose cada vez maior de autopiedade e egocentrismo. Quando construímos nossa vida com base em outra coisa que não seja Deus, essa coisa – apesar de boa – transforma-se em um vício que escraviza. A desintegração pessoal ocorre em uma escala mais ampla. Na eternidade, tal desintegração prossegue indefinidamente. Crescem o isolamento, a negação, a ilusão e auto-obsessão. Quando se perde por completo a humildade, perde-se o contato com a realidade. Ninguém jamais pede para sair do inferno. A própria ideia de céu passa a parecer tapeação.

Em sua alegoria The great divorce,2 C. S. Lewis descreve um ônibus cheio de gente que, vindo do inferno, chega à fronteira com o céu. Os passageiros são instados a deixar para trás os pecados que os condenaram ao inferno, mas se recusam a fazê-lo. As descrições das personagens são impressionantes, pois nelas reconhecemos o autoengano e o narcisismo presentes em “pequena escala” em nossos próprios vícios.3

O inferno começa com um humor ranzinza, sempre queixoso, sempre imputando culpa aos outros […] mas você ainda consegue se distinguir no meio disso, pode até criticar esse comportamento em si mesmo e desejar livrar-se dele. No entanto, talvez chegue o dia em que isso já não seja possível. Então, não existirá mais este você para criticar o humor ou até para desfrutá-lo, restando apenas as queixas, repetidas indefinidamente como uma máquina. Não se trata de “sermos mandados” por Deus para o inferno. Em cada um de nós existe algo que está crescendo, que virá a SER o inferno, a menos que o cortemos pela raiz.4

Os seres no inferno sofrem, mas Lewis nos mostra por quê. Tão destruidoras quanto chamas incontroláveis, vemos sua arrogância, sua paranoia, a autopiedade e a certeza de que todos os outros estão errados, todos os outros são idiotas! A humildade se perdeu por completo, assim como a sanidade. Eles estão encarcerados para sempre na prisão do egocentrismo, e seu orgulho cresce aos poucos até se tornar uma nuvem em forma de cogumelo cada vez maior. Para sempre continuarão a se despedaçar, culpando qualquer um que não seja eles mesmos. Em grande escala, isso é o inferno.

Portanto, a imagem de Deus lançando seres humanos em um abismo onde eles imploram: “Sinto muito, me deixe sair!” não passa de uma imagem caricata. Os passageiros do ônibus do inferno na parábola de Lewis preferem ficar com sua “liberdade”, conforme eles próprios definem, a obter a salvação. Têm a ilusão de que, se glorificassem a Deus, de alguma forma perderiam poder e liberdade, mas em uma suprema e trágica ironia, a escolha que fizeram arruinou o potencial de grandeza que detinham. O inferno, como diz Lewis, é “o maior monumento à liberdade humana”. Como se lê em Romanos 1.24, Deus “os entregou […] ao desejo […] de seus corações”. No final, Deus está apenas concedendo aos seres humanos o que eles mais desejam, incluindo a liberdade em relação a ele próprio. O que poderia ser mais justo? Lewis escreve:

Existem apenas dois tipos de indivíduos – os que dizem a Deus “seja feita a vossa vontade” e aqueles a quem Deus diz no fim “seja feita a vossa vontade”. Todos os que estão no inferno escolheram estar lá. Sem esse livre arbítrio não haveria inferno. Uma alma que, com seriedade e constância, deseje a alegria jamais deixará de tê-la.


Por: Timothy Kelle


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NOTAS:________________________________________________________
1. Todas as descrições e imagens de céu e inferno na Bíblia são simbólicas e metafóricas. Cada metáfora indica um aspecto da experiência do inferno (por exemplo, “fogo” subentende desintegração, ao passo que “trevas” nos falam de isolamento). Isso não implica de forma alguma que o céu e o inferno em si mesmos sejam “metáforas”. Eles são reais. Jesus subiu (com seu corpo físico, não esqueça) ao céu. A Bíblia afirma claramente que céu e inferno são realidades, mas também indica que a linguagem que os descreve é alusiva, metafórica e parcial.

2. Edição em português: O grande abismo, tradução de Ana Schäffer (São Paulo: Vida, 2006).

3. Veja mais detalhes sobre a semelhança do pecado com o vício em Cornelius Plantinga, “The tragedy of addiction” (cap. 8), in: Not the way it’s supposed to be: a breviary of sin (Eerdmans, 1995).

4. Compilação de citações de Lewis a partir de três fontes: Mere Christianity (Macmillan, 1964), p. 59 [edição em português: Cristianismo puro e simples, tradução de Álvaro Oppermann e Marcelo Brandão Cipolla (São Paulo: Wmfmartinsfontes, 2009)]; The great divorce (Macmillan, 1963), p. 71-2 [edição em português: O grande abismo, tradução de Ana Schäffer (São Paulo: Vida, 2006)]; “The trouble with X”, in: God in the dock: essas on theology and ethics (Eerdmans, 1970), p. 155.

5. Extraído de C. S. Lewis, The problem of pain (Macmillan, 1961), p. 116 [edição em português: O problema do sofrimento, tradução de Alípio Franca (São Paulo: Vida, 2006)]; The great divorce (Macmillan, 1963), p. 69.
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Postado por: MARCOS MARCELINO







quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

"A CRUZ" ÚLTIMA MENSAGEM DE BILLY GRAHAM NA TV - Emocionante...







Linda mensagem, documentário em que o evangelista Billy Graham (95 anos) fala sobre a Cruz de Cristo. Uma mescla de depoimento de Billy Graham e testemunhos; se você ainda não teve a oportunidade de assistir, recomendo muito...


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Postado por: MARCOS MARCELINO





Fonte:







sábado, 14 de janeiro de 2017

SÍNDROME DO PSEUDO-CRISTO: O ATENTADO AO "APÓSTOLO" VALDEMIRO SANTIAGO



Os líderes de algumas igrejas neopentecostais são duplamente intencionados.

É domingo. Estou sentado com meu pai em sua sala e leio a notícia aqui no Gospel Prime de que o “apóstolo” Valdemiro Santiago foi esfaqueado. Nesse momento já comecei a pensar: Como isso foi possível? Ele vive cercado por seguranças, a igreja está lotada de gente querendo tocar o “ungido”, há diáconos, obreiros, presbíteros (nem imagino a estrutura de governo dá igreja) que cercam o tão amado apóstolo.

Em seguida, procurando detalhes sobre o referido atentado, vejo quem foi o dito cujo e a arma utilizada para o ato: UM FACÃO! No momento imaginei uma faca de cozinha, uma faca de canivete, mas foi um facão minha gente! Minhas dúvidas aumentaram ainda mais. Como foi possível alguém com um facão daquele tamanho chegar perto de alguém que vive ameaças de todo o tipo, cercado de obreiros-segurança? Como foi possível que sacasse aquele FACÃO, no meio da multidão, e quem já foi lá ou viu sabe bem que é uma enorme multidão de pessoas freneticamente tentando chegar próximo do “cristo” (palavra grega para ungido) e tocar nele ou nas suas vestes para receber seu milagre.


Avaliando as possibilidades

Não, eu não consigo entender. Há possibilidades e todas tem como ponto de partida questionamentos sobre o ocorrido: 1) Foi uma armação criada pelo Valdemiro Santiago para conseguir ainda mais poder (vou voltar nisso); 2) Foi uma terrível e absurda falha de segurança de obreiros-segurança não preparados e a falta de amor suficiente dos devotos para impedir o ataque ao seu amado apóstolo. 3) Falta de uma equipe CIPA.

Como a última opção foi uma piada e a segunda uma ironia, fiquemos com a primeira. Tendo por base minhas andanças pelo meio neopentecostal, não consigo acreditar que aquilo tenha sido forjado de alguma forma. Não, não estou sendo irônico agora. Acredito na sinceridade dos líderes neopentecostais. Muitos deles que aparentemente são portadores do dom de curar (e sim, Paulo fala sobre isso em 1 Coríntios 12) são convictos e utilizam a Bíblia interpretando e aplicando os textos que favorecem suas práticas.


Forjado? Não. Duplamente intencionado.

Certa vez tentei conversar com um certo líder (apóstolo) sobre uma prática sua que eu entendia ser contrária as Escrituras e fiquei assustado como ele acreditava que o que estava fazendo realmente trazia resultados baseado em textos inaplicáveis literalmente do Antigo Testamento. Desisti. Ele venceu pela ignorância, ou a minha, vai saber.

Acredito que os líderes de algumas igrejas neopentecostais são duplamente intencionados. Acreditam na mensagem da prosperidade e da oferta como princípio de enriquecimento e resposta para milagres, mas também se usurpam disso para o crescimento de seu ministério e consequentemente, seu próprio enriquecimento.

Sendo assim, não consigo acreditar em um ataque forjado, mas sim que este atentado poderá ser o fundamento para a formação de um discurso “messiânico” (o escolhido, salvador do mundo, o ungido) que aparentará a imagem de Valdemiro como um Cristo e a sua igreja como um lugar “aonde a mão de Deus está”.


A síndrome do pseudo-cristo

Eis aí o verdadeiro problema em toda essa história. Acredito que nós evangélicos sinceros, coerentes, não tomados pela fúria do que “parece”, mas não é verdadeiramente, precisamos ter equilíbrio em nossas análises. Precisamos antes de tudo não sermos condenadores quanto ao fato que está acontecendo. Nas atuais circunstâncias, só temos questionamentos, teorias e opiniões. Não temos bases concretas para afirmar nada a respeito de Valdemiro em relação ao ocorrido e menos ainda de sua equipe. Vamos nos ater não as teorias, mas aos fatos que evidentemente demonstrarem o distanciamento do ministério desse “apóstolo” do que a Escrituras nos ensinam sobre um ministério confiável. E acredito que somente o pós-atentado é o que nos dará evidencia daquilo que devemos ou não desconfiar.

O cenário está montado. Houve uma tentativa de homicídio e ele (mesmo sendo atingido por um facão do tamanho de uma espada samurai) não morreu. Livramento de Deus? Sim, precisamos crer nisso. Nada acontece sem o controle de Deus.

Cremos que todas as coisas cooperam para o bem dos que amam a Deus (Rm 8.28). O Salmo mais lido da Bíblia, o 91, nos fala sobre a proteção de Deus quanto a vida de Davi. Cremos num Deus que liberta o seu povo da mão de um Faraó opressor (Êxodo 3) e o próprio Jesus nos ensina que Deus cuidará de nós por saber exatamente do que precisamos antes que peçamos (Mateus 6.8). Deus é um Deus que tem seus decretos e seus próprios planos (Provérbios 19.21; Jeremias 29.11). A teologia bíblica nos ensina sobre a Soberania de Deus e sua Providência na Criação (já escrevi sobre isso, Salmo 121.2).

Ainda que fosse armado, a armação poderia ter dado errado e o facão poderia ter decepado sua cabeça. Deus não permitiu sua morte. Qual a razão do seu livramento? Não sabemos! Ninguém sabe e nunca saberá. Uma vida foi preservada, a vontade de Deus foi realizada. Glória sempre a Deus por Sua misericórdia para conosco!

A questão relevante é outra. Este “livramento” pode se tornar base para a construção de um discurso usado para promover a imagem de Valdemiro como Ungido Peculiar de Deus? Sua igreja, IMPD, deve ser reconhecida como um instrumento legitimado por Deus em tudo o que faz como único lugar aonde Deus age? Não. O livramento também pode ser visto como uma oportunidade de arrependimento para que o mesmo abandone a prática dos amuletos de fé e comece a promover a mensagem do arrependimento e da salvação por meio de Cristo Jesus. Não sabemos a natureza do livramento, e nem é de nossa importância o saber. Como seguidores de Cristo, o que precisamos é ficar atentos sobre o que Jesus nos ensinoum, e chamei isso de síndrome do pseudo-cristo.

Jesus mesmo disse:
“porque hão de surgir falsos cristos e falsos profetas, e farão grandes sinais e prodígios; de modo que, se possível fora, enganariam até os escolhidos.” (Mateus 24.24)

Pseudos, falso. Vão surgir Pseudokhristoi, falsos cristos e Pseudoprofêtai, falsos profetas. Precisamos estar atentos a isto. Se a mensagem de Valdemiro a partir deste fato se tornar uma mensagem em que ele se pronuncie como um representante peculiar da manifestação de Deus no mundo, poderemos ter a certeza que ele terá desenvolvido a síndrome do pseudo-cristo. O coração de Valdemiro depois desta tragédia sem dúvida passará por esta tentação. O diabo joga sujo (Mateus 4.8,9). No caso de Valdemiro, a tentação de colocar-se na mesma condição que Cristo.

A palavra Cristo, não é um sobrenome. Ela é uma palavra grega, Khristós, que possui um significado especial aos ouvidos judaicos. O equivalente no hebraico desta palavra é Mashiach, que conhecemos como Messias. Tanto Cristo, Messias significam Ungido. A tentação pela qual Valdemiro passará, será a de promover-se como um Ungido de Deus, um homem especial, escolhido para uma obra superior a qualquer outra obra. Este será o ponto que nos levará a questionar se realmente não se trata de um pseudo-cristo como Jesus nos alertou.

O que nos esquecemos frequentemente, é que estes pseudo-cristos e os pseudo-profetas farão grandes sinais e prodígios. Os sinais e prodígios foram durante muito tempo a testificação do ministério apostólico (2 Coríntios 12.12). Contudo, tanto Jesus (Mateus 24.24), se referindo ao futuro, quanto os apóstolos Paulo (2 Tessalonicenses 2.9) e João (Apocalipse 13.11-14) nos alertaram de que tais sinais um dia seriam utilizados para enganar a muitos.

Quando a sua camisa se tornar um “santo sudário”, um amuleto que seja usado para representar o poder que o apóstolo carrega e a testificação de sua messianidade, ou seja, a marca que prova que Ele é especial para Deus. Se isto acontecer, teremos a certeza que sua atitude refletirá a atitude de Gideão, que conduziu o povo a idolatria através de um éfode feito por ele com os despojos de sua vitória sobre os Midianitas:

Disso fez Gideão um éfode, e o pôs na sua cidade, em Ofra; e todo o Israel se prostituiu ali após ele; e foi um laço para Gideão e para sua casa. (Juízes 8.27)


Os alertas que preservaram nossa fé no verdadeiro Cristo

Não podemos julgar quem quer que seja baseado em possibilidades, teorias ou conceitos, mas segundo a reta justiça e a reta justiça é a justiça da palavra. Como igreja, precisamos ficar atentos a muitas realidades. As Escrituras nos alertam sobre elas.

Não podemos nos deixar enganar pelo desejo de que nossas necessidades sejam satisfeitas por um milagre ou por uma oferta de qualquer valor que seja.

Não podemos nos deixar ludibriar com um discurso que proponha aquele que o emite como um Cristo, pois Cristo para nós é um e apenas um, e seu nome é Jesus, o Nazareno.

Não podemos nos deixar levar por sinais, pois, Jesus nos alertou que eles seriam instrumento para enganar a muitos.

Precisamos considerar os apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres (Efésios 4.11), do ponto de vista do que a Bíblia nos ensina sobre sua postura de humildade, de apascentamento, de exortação e admoestação a uma vida cristã autêntica dentro e fora da igreja local.

Precisamos considera-los a partir daquilo que falam, se promovem a si mesmos ou promovem a Glória de Deus. Se anunciam o seu próprio Evangelho, ou anunciam o Evangelho de Jesus Cristo.

Bem, no fim, como diriam por aí, vamos só observar.


Por: Leonardo Felicissimo
(Pastor e músico, bacharel em Teologia pelo STBNET/UMESP e Mestrando em Teologia pelo STBNET, onde também atua como professor de Grego Bíblico e professor-adjunto de Hebraico Bíblico.)

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Postado por: MARCOS MARCELINO


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sábado, 31 de dezembro de 2016

DONO DO FACEBOOK MARK ZUCKERBERG DIZ QUE NÃO É ATEU: "A RELIGIÃO É MUITO IMPORTANTE"




Zuckerberg diz de forma enigmática não ser ateu e que a "religião é muito importante"



No dia 25 de dezembro de 2016, Mark Zuckergerg postou um “feliz Natal” e “feliz Hanukkah” (festa judaica conhecida como Festival de Luzes) em seu perfil no Facebook, do qual é o fundador.

José Antonio — provavelmente brasileiro ou português, pelo nome — estranhou e lhe perguntou “mas você não é ateu?”

Resposta foi “não”, com o acréscimo enigmático do seguinte: “Fui criado como judeu e, em seguida, passei por um período em que me questionei sobre coisas, mas agora acredito que a religião é muito importante”.

Ele foi enigmático porque, em vez de reconhecer a importância de Deus, como faria qualquer crente, Zuckergerg o fez em relação à religião, um ponto de vista adotado por muitos ateus.

Por mais de dez anos, Zuckergerg constou em listas de ateus famosos, e ele nunca reclamou. Até porque em seu perfil no Facebook se apresentava como tal, e agora não mais, desde de março de 2011.

Em 2007, o Wall Street Journal fez alusão ao ateísmo do fundador do Facebook, sem houvesse contestação.

Fica a dúvida: Zuckergerg se converteu ao judaísmo ou ao cristianismo ou o que escreveu no dia de Natal foi apenas para ser simpático com os frequentadores de sua rede, os quais na grande maioria são crentes?



Post em que Zuckergerg negou sua descrença






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Postado por: MARCOS MARCELINO

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segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

PESQUISA: UM 'RAIO X' DA POPULAÇÃO EVANGÉLICA NO BRASIL



NOVA GERAÇÃO DE EVANGÉLICOS OCUPA MEDADE DOS BANCOS DAS IGREJAS


O livro tem uma capa cor de rosa e bordado de flor.

A narrativa é pontuada de seções que remetem ao vocabulário adolescente: "Mandando bem!", "Ah, tô ligada!", "Sonho meu", "Entre nós duas".

Não é uma agenda, um livro de auto-ajuda ou um romance escolar. É a "Bíblia da Garota de Fé", que tem ainda "indicação de versículos bíblicos que ajudarão as meninas nas situações difíceis que enfrentarem" e "um espaço para compartilhar com Deus os sentimentos e pensamentos mais íntimos".

Muito mais ativos na conversão, os evangélicos têm uma extensa lista de produtos pensados para aqueles que já ocupam mais da metade de seus bancos: os jovens.

"Livre da rigidez, da centralização decisória e da gestão esclerosada da Igreja Católica, eles se movimentam rapidamente para atender as necessidades de seu público", diz o professor de filosofia da religião da PUC-SP e colunista da Folha Luiz Felipe Pondé. Cresce a oferta de religiões adaptadas a nichos de mercado, as "house churches" ou "igrejas de garagem", como são chamadas.

"Elas funcionam como start-ups, e por isso se aproveitam bem do ambiente atual", diz Pondé. "Basta uma sala e um punhado de cadeiras de plástico."


























OUTRO BERÇO

Não só as igrejas mudaram; seu público também. A diferença começa da origem –os novos evangélicos não são ex-católicos convertidos para o protestantismo, como 65% dos mais velhos.

São também menos fiéis a uma única denominação: 58% frequentaram outras igrejas evangélicas, contra 44% dos mais velhos.

"Hoje em dia, a escolha se dá por interesse específicos: oportunidade econômica, melhoria social em geral, cura não só de doenças físicas, mas de mal-estar da alma, de sofrimentos psicológicos", diz o professor de sociologia da USP Reginaldo Prandi.

"As pessoas vão atrás desses bens materiais ou simbólicos e, se não dá certo, trocam. É um toma-lá-dá-cá: se a promessa não se cumpre, elas não têm laços que as prendam."






BEBIDA E ROUPAS

Na orientação da igreja mais seguida pelos evangélicos –evitar o consumo de bebida alcoólica– os jovens são os que mais caem em tentação. De cada 10 menores de 24 anos, 4 não seguem totalmente a orientação, o dobro do que se verifica entre os maiores de 60 anos.

Só um terço deles segue orientações sobre que roupas são adequadas para o dia a dia e 43% respeitam restrições a conteúdo de TV e internet considerado impróprio. A porcentagem de respeito a essas regras cresce conforme a idade.

Também misturam menos política com religião.

A comparação entre o universo de jovens evangélicos e os representantes mais velhos da religião mostra diferenças significativas também no posicionamento sobre temas como aborto, casamento gay e outras religiões. E nem sempre os mais jovens são os mais liberais.

Três quartos dos evangélicos com menos de 35 anos acham que a homofobia deve ser punida por lei –entre os mais velhos, menos de dois terços defendem a punição.






CASAMENTO GAY

No caso da legalização da união de pessoas do mesmo sexo, 56% dos jovens evangélicos são contra, e 28%, a favor. É uma minoria, mas o apoio cai ainda mais conforme o avanço da faixa etária.

São 14% os favoráveis na faixa intermediária, de 35 a 44 anos, e 5% na mais avançada, acima de 60 anos.

O mesmo se verifica sobre a adoção de crianças por um casal gay: entre os mais jovens, 39% apoiam, índice que cai para 18% entre quem tem de 35 a 44 anos, e para 16% entre os mais velhos.

Mas mais de 70% dos que têm até 35 anos acreditam que mulheres que interrompem a gravidez deveriam ser processadas e ir para a cadeia –contra 54% daqueles que têm mais de 60 anos.

E menos da metade dos evangélicos mais jovens concorda com a afirmação de que "todas as religiões têm o mesmo valor porque todas levam ao mesmo Deus" –são 57% dos mais jovens.

O mesmo movimento de modernização que produz Bíblias cor de rosa produz cultos-baladas, sessões de bandas gospel e encontros de amigos, que atraem para a igreja mais de uma vez por semana 60% dos fiéis que têm até 24 anos.

"O meio evangélico é pulverizado, permite muita invenção, o surgimento de pequenas lideranças", diz o professor de antropologia da Unicamp e pesquisador do Cebrap Ronaldo de Almeida.

Essa flexibilidade "está no mito de origem da religião, está justificado teologicamente", diz ele.








VEJA AS PRINCIPAIS RELIGIÕES CRISTÃS:






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Postado por: MARCOS MARCELINO